10 de novembro de 2010

Show Marky Ramone 03/10 - SP

Aew pessoal, estou aqui a postar uma resenha do show do Marky Ramone no dia 03 de Novembro em São Paulo, no Carioca Club!, confiram abaixo, a resenha do Show:

Marky Ramone esteve novamente em solos brasileiros. Dessa vez a banda que trouxe consigo foi o Marky Ramone's Blitzkrieg, projeto que conta também com Michale Graves, ex vocalista do Misfits, mais dois músicos de apoio pertencentes a banda de punk rock argentino “Los Violadores”.

Próximo das 22 horas o clima na porta do Carioca Club era bastante agitado. Uma mescla de velhos e novos fãs do Ramones e do Misfits iam tomando pouco a pouco a pista da casa. A discotecagem, que foi por conta do Focka cuidava de deixar os ânimos da geral ainda mais exaltados. Clássico atrás de clássico do punk rock fazia a trilha sonora do “esquenta” enquanto isso, alguns amantes de futebol acompanhavam a clássica partida de quarta-feira que passava no telão.

Com mais demora do que o esperado, o telão finalmente ia subindo deixando livre a privilegiada visão do palco. Um dos pontos positivos da casa, é que você consegue ver bem o palco de qualquer canto que você esteja. Sob o tradicional coro de “Hey Ho, Let's Go!” rapidamente a banda se posicionou e deu início ao tão aguardado show com “Rockaway Beach”.

Marky Ramone já é um senhor de idade, mas o pique no comando das baquetas é o de um adolescente. Aquele típico jeitão se mantém: várias baquetadas por segundo e nada se move a não ser os seus punhos, ainda assim, discretamente. É o cymbal mais rápido que já vi ao vivo... não tem jeito.

Sobre o Graves, bem..... tentei fingir que não sou fã de Misfits pra escrever essa parte, mas não rolou. Estava alí no palco o cara que simplesmente gravou albuns lindos como “American Psycho” e ”Famous Monsters”. Com aqueles mesmos pulos e trejeitos ainda herdados dessa fase, o cara não pára um só segundo e tem uma voz tão foda que soa como carícias aos ouvidos. Está no patamar de melhores vocalistas para ver ao vivo, certamente.

Sobre o set, você que me lê deve imaginar que é difícil citar tudo, né? Um show como esse tudo é clássico e quem estava alí reagia com essa mesma percepção a cada música que começava emendada uma na outra a maioria das vezes, na clássica pegada “Loco Live” não necessariamente na mesma ordem e seleção, mas sim intensidade.

Pouco antes da metade do show, rolou o primeiro mosh. Talvez tenha sido o bode expiatório para que muitas outras pessoas subissem no palco, não só pra pular, mas pra abraçar os caras, tirarem foto, filmarem... pena que tudo na hora errada. É lamentável que ultimamente aqui no Brasil tenha tantos que adotem essa postura de “família Restart” em um show de Punk Rock. Realmente atrapalha o show, é chato e desnecessário. Um dos mais abusados veio tentar pegar o microfone do Graves pra cantar, mas ainda bem que ele não curtiu muito a idéia... rs.

Na primeira parte do show, nós ouvimos: “Teenage Lobotomy”, “Psycho Therapy”, “Do You Wanna Dance”, “I Don't Care”, “Sheena Is A Punk Rocker”, “Havana Affair”, “Beat On The Brat”, “53rd And 3rd”, “Rock N Roll Radio”, “Now I Wanna Sniff Some Glue”, “Judy Is a Punk”, “Poison Heart”, “I Believe In Miracles”, “KKK Took My Baby Away”, “Pet Sematary”, “Chinese Rock”, “I Wanna Be Sedated”, “Today Your Love, Tomorrow The World” e “Pinhed” (com direito á placa “GABBA GABBA HEY!”) tudo isso praticamente sem respirar, como um bom concerto “ramônico” deve ser.

Após uma pequena pausa, Michale Graves ligou um violão, sentou na beira do palco e anunciou: “Descending Angels”. A galera pírou, simples assim. O coro “Descending Angel... Whaaaoooooo” estava bem “ensaiado” por todos nós. De brinde veio também “Scream” e “Saturday Night”. E com Marky e a banda de volta ao palco, atendeu ao pedido de muitos: “Dig Up Her Bones” esta sim, plugada.

Muito estava sendo especulado sobre se o Graves daria ou não uma “palhinha” pra gente, ainda bem que eles resolveram atender ao pedido de muitos. Se você que me lê e não estava lá achar estranho ter sido só voz e violão: não ache. Michale Graves não precisava de muito mais do que isso pra ter satisfeito a vontade de uma galera que estava lá.

Para encerrar a calorosa noite “I Just Wanna Have Something To Do”, “Creatin Hop”, “R.A.M.O.N.E.S”, “What A Wonderful World” e “Blitzkrieg Bop”, que não poderia faltar.

Triste, muito triste se despedir de um show desses. Eu só espero que essa “moda” pegue e que shows assim se repitam muitas vezes, enquanto Marky Ramone existir para satisfazer os nossos corações “punk rockers”.

Por Jessica Aguilera do Site Zona Punk

Fonte: ZonaPunk

É isso ai galera, comentem o que vocês acharam da resenha da Jessica!?

Gabba Gabba Abração a todos! \o

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