25 de agosto de 2010

Johnny Ramone: Main - Man [21/22]

A JUBILACÃO: Estou feliz de não ter que fazer nada agora. De vez em quando pego o violão e a toco por cinco minutos. Cheguei a tocar KKK took my baby away com Pearl Jam e outra vez subi ao palco com o Kiss. Seria um pouco vergonhoso continuar tocando aquelas músicas. A não ser que você consiga obter a mesma reação e ser tão bom quanto éramos, não tem sentido. Eu o fiz durante 22 anos, não preciso disso na minha vida. Posso deixar isso para trás. Não tenho o desejo de estar num palco depois da minha época de ouro. Se eu pudesse, teria deixado a banda em 1980. Levei cinco anos esperando em fazer isso, virarmos a melhor banda do mundo e deixá-la. Esse era meu objetivo. Mas foi um fracasso. Uma vez disse a Eddie Vedder: “eu gostaria de ter vendido tantos discos como você”, e ele me respondeu: “mas você conseguiu que te respeitássem”. Ainda sinto que falhei em algo. Ganhei o respeito, mas ao mesmo tempo, quando comecei na banda, eu queria vender discos. Não queria ter que fazer concessões para isso, mas queria vender discos. Não importa a grana que eu tenha, vou continuar vivendo como o venho fazendo até agora, só quero que a gente se dê conta de que nós éramos bons. Todo mundo é gentil comigo, aonde quer que eu vá. Eu disse a Linda que ninguém ia saber nunca mais quem era eu, que depois de um ano, ninguém ia mais querer falar comigo. Mas agora tenho mais amigos do que nunca.

2 comentários:

João Ricardo disse...

Bom se o johnny tivesse reconhecido isso antes. bem antes...

Mello Ramone disse...

Que pena que ocorria esse mal-estar entre Johnny e Joey, mas pelo jeito o Johnny reconheceu que ninguém se iguala, ou mesmo não haveria substituto para Joey... no fundo eles se gostavam...